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A vitrine da doceria portuguesa, que também funciona como restaurante e rotisseria, é uma espécie de porta para o pecado. Mais de vinte receitas cheias de ovos e açúcar colorem as prateleiras. O pastel de santa clara do convento de Coimbra ostenta um pronunciado gosto de amêndoa. O de belém é primoroso e queimadinho na medida.
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Atenciosos, os proprietários Vasco Mateus e Maria de Lourdes Palmela cuidam de tudo. Do caderno de receitas familiares, eles tiram sugestões para serem preparadas com o mais nobre dos bacalhaus, o Gadus morrhua. À minhota equivale a uma posta alta grelhada ao azeite e alho, pimentão e batata ao murro. As ofertas se completam com sugestões como a açorda de frutos do mar (papa de pão, camarão, lula, mexilhão e vôngole) e o frango na púcara (cozido no forno em panela de barro ao vinho do Porto, presunto e cebola guarnecido de arroz e fritas). Formidáveis, os doces valem cada caloria. O rocambole de nozes ganha recheio de ovos moles. Resumida, a carta de vinhos concentra-se em exemplares portugueses.Cadastre-se Veja a newsletter É Hoje! do último fim de semana
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